Fendas da Barrinha (novo setor)

Em dezembro, quando Pedro Pow e eu fomos conhecer a via Alice, no contraforte do Pico do 4, nos chamou a atenção uma parede em frente, com 2 canaletas grandes. Na mesma rocha da falésia da barrinha (morro do focinho de cavalo), mas mais pra direita (sudeste), onde é positivo. Animados, fomos conferir no fim de semana seguinte. Grata surpresa: encontramos na base não uma, mas 5 fendas, de vários tipos, mas a parede estava molhada e não pudemos começar.


Em 16/1 começamos (Pow e eu) conquistando a fenda frontal verde, que o Pow chamou de Hulk. O nome ficou bom, porque ela é “verde e forte”. Instalei uma chapeleta após o final da fenda e descemos. Com a meta de chegar ao 2° andar, onde ficam as canaletas, procuramos a linha mais fácil, e conquistamos com 1 chapeleta e alguns camalots. Escolhemos um nome de herói mais modesto: Chapolin. Tem cerca de 12 metros. Depois da 1ª chapeleta segue por uma fenda bem fácil e boa de proteger com camalots pequenos e médios, até terminar nas árvores. Quem segue caminhando pela mata chega ao 2° andar. Fomos lá e instalamos a 1ª chapeleta da próxima via, ao lado de um buraco.











Em 23/1/22 entramos no diedro mais limpo e bonito da base, e chamamos de Thanos. Desta vez ele finalmente estava seco. Como de camalots grandes só tínhamos um 4 e um 3, voltei algumas vezes pra buscar essas peças e realocar mais acima. Instalei uma chapeleta pingo no platô com árvore no final, mas merece duplicação posterior. No 2° andar avançamos um pouco na conquista da Viúva Negra (que vai chegar na canaleta da direita), fazendo um arco pra evitar a parede mais vertical.


Thanos






Erva Venenosa













Dia 05/2 fui com Matheus Gouvêa e começamos um novo diedro. Este bem verde, perto da Hulk, mas bem interessante por ter várias camadas, degraus ao contrário. Continuaria outro dia com o Raphael Santiago.


Dia 06/2 foi uma investida produtiva: Raphael Santiago e eu conquistamos o diedro verde até a árvore. Por um mal entendido no whats app, Raphael não trouxe a corda, e voltou em casa pra buscar. Chamamos então a via de “Erva Venenosa”. Enquanto isso, Cadu Spencer e Pedro Pow conquistaram a Rachadinha. Cadu preferiu evitar nomes de heróis e vilões americanos. Via bonita, com lances de aderência e fenda frontal, à esquerda da Chapolin. Depois entraram na Hulk e continuaram conquistando a via pra cima, em aderência e agarras, tentando chegar também ao 2° andar.



Viúva Negra e Vaca Profana

13/2/22 - Fomos conquistar no 2° andar: Cadu e Pow começaram a Vaca Profana, que compartilha as 3 primeiras chapeletas da Viúva Negra. Não teve vaca na conquista, é só uma homenagem à canção. Raphael e eu fomos na Viúva (foto). Conseguimos fazer a horizontal pra direita e chegar à canaleta. Tentamos um lance “por fora” dela, que não saiu. Instalei a última PinGo na canaleta e deixei corda fixa. A canaleta é escalada em tesoura, e deixa a via bem exótica.


Dia 20/2 fui com a Lucinha continuar a Viúva Negra. Passei da metade da canaleta.






Dia 06/3 fui com o Pow e terminamos a canaleta da viúva negra, com uma PinGo. Continuar depois, em aderência pra esquerda ou em agarras pra direita pareceu bem difícil. Faltou duplicar as (2) paradas. Rapelando intermediei a horizontal que chega na P1.


Jumareamos a Vaca Profana e conquistamos parte da canaleta dela. Demos uma olhada no lance reto que poderá ser uma variante da Vaca, com base própria. Fizemos o furo pra primeira proteção.



Canaleta final
Vaca Profana

No domingo 20/3, Cadu e eu fomos na Vaca Profana pra continuá-la e pra estudar uma variante reta. Começamos pela "base" do 2° andar, colocando uma pinGo no furo que eu tinha feito com o Pow. Lance jeitoso, demorei um pouco pra me achar nele. Ao alcançar os veios de cristal horizontais com as 2 mãos e conseguir confiar no pé esquerdo, consegui dominar o cristal e passar. Fui até a chapeleta da vaca e voltei pra instalar outra pinGo, que evita queda de base.


Tocamos lá pra canaleta, pra tentar terminar a Vaca, mas ainda não foi desta vez. Instalei 2 pinGo próximas, mas a canaleta fica cada vez mais rasa e difícil. Descemos pra trabalhar a reta das "bocas".


Saindo da suposta parada abaixo da base da canaleta, instalamos uma pinGo pra direcionar a corda e escalarmos em top rope. Cadu escalou primeiro e teve dificuldade em 2 lances. Marcou com magnésio os locais pra 2 chapeletas. Fui escalar e também penei nos mesmos 2 lances, mas saíram. Cadu escalou de novo, desta vez bem consistente, e instalou 3 chapeletas pra guiar. Estimamos os 2 crux em VIIa, bem protegidos.


Rapelamos pela Thanos, duplicando a parada dela com outra pinGo. Instalei uma pinGo no topo de um bloco à direita da Thanos. Escovamos alguns abaulados e antes de irmos embora escalei o bloco pra testar. Estimamos em 3° grau. Despacito, pra quem quiser começar devagar no setor.



Rascunho dos croquis:



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