Dedo de Deus - Leste

September 15, 2016

Por:

Aproveitei o feriado de 7 de setembro pra apresentar o Dedo de Deus ao Raoni e ao Leo Azevedo, futuros guias do Clube Excursionista Carioca. Esse post descreve a via e fala da logística.

 

Saímos do Rio bem cedo, com 1 corda de 70m (de 60 serviria também). Cordada de 3 costuma funciona bem lá, pois divide o peso e os esticões são bem curtos. A previsão do tempo era de que choveria em Terê a partir das 3am. Quando chegamos lá, só algumas nuvens. Ficamos atentos.

Iniciamos a trilha às 7:10 am e em 40 minutos chegamos aos cabos (novos). Antes do primeiro, agora tem 6 chapeletas pra subir em artificial. Fizemos encordados, mas de tênis. Após 2 esticões guardamos a corda, na altura de uma aresta que tem uma parada dupla. Mais caminhada, mais cabos, e na bifurcação pra Teixeira deixamos 1 litro d’água e viramos à direita. Mais trilha com cordas fixas, até a base do polegar. Subimos lá (1° cume), depois seguimos pra base (9am). Posso dizer que a aproximação é o crux da via.

 

 

No primeiro esticão usei 2 camalots, e parei no platô da árvore, em móveis, pois a corda já pesava. Leo vinha no meio, então ele refazia seu encordamento quando eu parava, e eu não precisava recolher corda. Raoni vinha seguindo ele quando a corda estendia. Mas a maioria dos esticões usava menos da metade da corda.

 

 

Fizemos a P2 na base da Maria Cebola, ancorados em um bico de pedra em baixo da árvore. No lance, só costurei o 1° grampo, preferindo os camalots dalí pra frente, junto ao teto. Parei na “esquina” que entra pra 1ª chaminé. Tem um grampo bem alto, ainda por fora. Raoni e Leo passaram direto lá pra dentro.

Essa 1ª chaminé tem um grande friso (canaleta) diagonal pros pés, que começa bem lá dentro e vem saindo. Até aí não precisa escalar chaminé. Quando ela acaba, uns 3 metros de chaminé levam a pisar em uma pedra entalada, onde tem um grampo. Mas logo acima protege-se melhor em uma fenda junto ao teto. Usei camalots ali. Saindo da chaminé, a parada é na “varanda”. 

 

 

Pedi aos 2 que passassem por mim, entrando na 2ª chaminé. Esta tem 2 pedras entaladas, e passamos entre elas para chegar ao lance que pula um buraco. Tecnicamente é mais difícil que os demais da via. Uma aderência de equilíbrio, com agarra de mão esquerda bem alta (5° grau talvez). Mas pra quem quiser, é possível se apoiar na costura facilmente. Após esse lance vem a 3ª chaminé. Curta, com um friso diagonal pros pés e cheia de pedras pontiagudas entaladas, fica bem fácil. Chega-se a um platô cheio de pedras quebradas no chão, e tem corda de sobra para seguir pelo próximo lance, até ver a escada. 

Chegamos ao cume às 11:30. O Leo foi o primeiro a subir a escada. Ao meio-dia começamos a descer.

No rapel a corda não prendeu na fenda. Show!

Fomos ao cume do dedo médio (3° cume do dia), que tem a trilha bem curtinha. Às 3:15 chegamos à estrada. E nada de chuva.

 

Levei os camalots do 0,3 ao 2. Só não usei o 0,75.

Levamos 1,5 litro d’água pra cada um. Sobrou pouco, que acabamos bebendo por conforto. Só encontramos 1 cordada, de 3, que subiu pela Teixeira.

 

Mais fotos:

https://goo.gl/photos/jnzcqcpvWn1M3eEG6

 

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