Conquistas de vias

Esta sessão é o catálogo das vias de escalada conquistadas pelo Miguel Monteza com amigos. Não estão todas aqui ainda, mas em breve estarão. Agrupamos as vias por montanha ou por cidade, pois fica mais prático do que em ordem cronológica. Se você já sabe a via que procura, use a "busca".

Onde os Frangos Não Têm Vez

7° VIIa E1

Via esportiva com quase 100 metros, no Cantagalo. Bem protegida, com lances verticais e negativos em agarras, uma fenda curta, um passeio pelos buracos, finalizando no cume. Rapel pela própria via.

A conquista começou por volta de 2004, pelo Flávio Bagre, Arthur Estevez e Daniel Bonella, já aproveitando o início original da Calis (diagonal), de 1981.

Ficou uns anos parada, até que em 2018 o Mauro Chiara resolveu adotar o projeto e me chamou. 

As proteções são grampos de aço 1020, chapeletas PinGo com parabolts inox e 1 ou 2 camalots. 

Pra quem gosta de "esportiva em parede", é diversão garantida!

Em outubro de 2018 conquistei com a Paula Caetano uma reta da base até a parada dupla de 20 metros: Buracos do Frango, 5° V E2. Assim a Frangos fica independente da Calis. Entrando por essa reta, é melhor parar no ponto de rapel, a 20 metros da base.

As vias têm algumas agarras importantes com risco de quebrar. Por favor, pega leve. 

Veja o croqui clicando na imagem.

Vídeo da via completa clicando no botão abaixo (9 minutos).

Pisco (vr.)

4° IV E1 30m

No Morro do Cantagalo, esta variante conecta a via Alpamayo ao início da Cereja do Bolo. 

Conquistada em agosto de 2018 com Leonardo W. de Azevedo e Alberto Melo, do CEC.

Tem 7 chapeletas PinGo com parabolts Walsywa. 

Veja fotos e croqui clicando na imagem.

A Cereja do Bolo

D1 4° IV+ E2

Esta via, idealizada e iniciada pelo Flávio Leone, começa onde termina a chaminé do Funil (agora reformada) e vai até o cume. Terminamos a conquista juntos em 03 de fevereiro de 2018.

São 2 esticões de cerca de 30 metros cada, protegidos por chapeletas PinGo (inox), grampos de aço carbono e alguns camalots. Técnicas de oposição, agarras, além de tesoura na chaminé do Funil, tornam a via bem completa.   

Camalots úteis: do 0,4 ao 4, podendo repetir o 0,75. Rapel com 1 corda de 60m.

1a guiada à vista foi do Mauro Chiara, em fev.2018.

Veja fotos clicando na imagem.

Fissura Dobrando a Esquina

4° E1 10m

Esta linha foi vista pelo Mauro Chiara, durante a reforma da chaminé do Funil. Começa na P1 dela, segue pra esquerda por uma óbvia fissura horizontal (onde entram diversas proteções), dobra a esquina (onde é necessário parar por causa do atrito da corda) e segue pela continuação da fissura, agora em diagonal, até terminar no final da fissura Guilherme.

2 chapeletas PinGo (ou o grampo final da Guilherme) permitem o rapel direto até a base.

Conquistada em 02 de março de 2018 com o Mauro Chiara. Tem cerca de 10 metros, mas em 2 esticões. O primeiro pode ser feito como continuação do 1° esticão da ch.Funil, sem parar na P1 desta.

Camalots: 0,3 ao 3. Vale repetir o 1. Corda de 60m.

Veja fotos clicando na imagem.

Ótris (vr.)

3° IV

A via passa à direita do paredão Olimpo, na Agulhinha da Gávea, PNT.

Começa após um esticão da Olimpo (veja o croqui) e usa proteções móveis em uma laca de 20 metros.

O esticão seguinte é em agarras e agarrência, e vai ao cume.

Conquistada com Marcos Linhares e Renata Jiamelaro em dezembro de 2017.

Protegida por chapeletas PinGo (inox 304) da Bonier, com parabolts de 3/8 x 7cm de inox 304.

Levar: 1 corda de 60 metros, camalots 0,75 ao 3, fitas.

Veja fotos e croqui clicando na imagem.

Complicada e Perfeitinha

4° V

Face Leste da Pedra da Gávea. Variante da C100, que vai da P4 à P9 dela em 3 esticões.

Conquistada em 2007 com Jayme Prestes.

Levar camalots até o n°3, repetindo o n° 1 e n°2, nuts, 1 corda de 50m ou maior.

No 1° esticões as colocações são complicadas, mas a linha é linda.

Proteção mista. De cada grampo é comum não enxergar o próximo.

 

Clique na imagem para ver fotos.

Mulheres que dizem SIM

7° VIIb A0 600m

Face Sul / Sudeste da Pedra da Gávea, à direita da Verdura da Gávea.

Conquistada em 2009 com Rafael Rossi, Cadu Spencer e Alexandre Charão. Finalizada em 2014.

Levar 1 jogo de camalots, repetindo o n° 3 e n°2, nuts, 1 corda de 60m.

Os lances de 7° começam ao sair do grande platô de mato, onde é confortável dormir.

1a Repetição completa: Flávio Daflon e Ralf Côrtes.

O acesso é pela estrada do Joá, por um terreno vazio logo após o Campus Ecológico do Joá.

Clique na imagem para ver fotos.

Churros Arriba!

5°VI E1 140m. Conquistada com Guilherme Fonseca.

Na face Norte da Gávea, com a mesma base da Chaminé Elly e da Bip-Bip, essa via é muito bonita e bem protegida.

Via em agarras e aderência, com diversos domínios de "churros".

A variante Urros ao Lado, conquistada depois, passa à direita dela e termina no seu 2° esticão.

Os croquis estão na croquiteca do C.E.Carioca e no Guia da Floresta da Tijuca, a partir da 2a edição.

Urros ao Lado

5°VI E2 50m. Conquistada com Guilherme Fonseca e Cristian Duffles em 2012.

Na face Norte da Gávea, é variante da Churros. Um pouco mais difícil e exposta que o trecho equivalente dela.

Via em agarras e agarrência, com proteções móveis e fixas. Termina na Churros,  logo após o crux.

Para ver fotos clique na imagem.

Sinuca de Bico

6°VIIb A0 200m.

Na face Norte da Gávea, setor da Chaminé Elly, a via fica à esquerda da Sensasão de Êxtase e, como ela, cruza a longa diagonal da Bip-Bip.

Conquistada em 2009 com Cadu Spencer, Alexandre Charão e Guilherme Fonseca.

Via com lances atléticos, de agarrinhas, aderência, proteções em grampos e móveis. Bem completa.

Croqui na croquiteca do C.E.Carioca e no Guia da Floresta da Tijuca, a partir da 2a edição.

Fico devendo as fotos.

Sapo Cururú

4° V A0/VI+

Primeira via na parede em frente às aderências do Sumaré: a face oeste da pedra do Sapo. 

Idealizada pelo Cadu Spencer, e iniciada por ele com Alexandre Charão, com grampos de 1/2 polegada.

Ainda em 2018, foi terminada com Miguel Monteza, na 3a investida, conquistando com chapeletas pinGo e duplicando as paradas.

O acesso começa na rua Senador Simonsen 121 (Jardim Botânico), cruza o rio cabeça e segue por um trecho da transcarioca.  Depois sai dessa trilha e cruza o rio cabeça pela 2a vez pra chegar à base. 

Via de aderência, com sombra de manhã. 3 esticões curtos e um de 55 metros.

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Girino do Rio

4° IV sup

Fica à direita da Sapo Cururú, com a base um pouco mais alta. Mesma face.

Começa em um diedro fácil com a fenda bem estreita, onde entram nuts e camalots pequenos. 

Conquistada em 2019 com o Momô (1a conquista dele), usando chapeletas PinGo.

Tem 3 esticões e termina na última parada da Sapo.

Falta duplicar a P2.

O acesso começa na rua Senador Simonsen 121 (Jardim Botânico), cruza o rio cabeça e segue por um trecho da transcarioca.  Depois sai dessa trilha e cruza o rio cabeça pela 2a vez pra chegar à base. 

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Embaúbas

4° V

Fica à direita da Girino, mas seu acesso é por trilha independente, começando um pouco abaixo da base da Sapo Cururú.

A face pode ser considerada quase Sul.

Começa por uma cristaleira na aderência, em diagonal leve pra direita. Toda em chapeletas PinGo.

Levar camalots pequenos e médios, 1 corda de 60m. 

Conquistada em 2019 com o Momô (2a conquista dele).

Tem 2 esticões de 50 metros (veja o croqui) e termina na última parada da Sapo.

Os pontos de rapel são duplos, exceto o mais baixo, pois da P1 é possível chegar a uma totem de pedra à direita. Mas é melhor (pra corda) desmembrar o rapel, parando na P1 da Curupira. 

O acesso começa na rua Senador Simonsen 121 (Jardim Botânico), cruza o rio cabeça e segue por um trecho da transcarioca.  Depois sai dessa trilha, cruza o rio cabeça pela 2a vez, passa por baixo da base da Sapo Cururú, seguindo uma trilha antiga em horizontal pra direita. Fitas zebradas marcam o ponto pra subir, em leve zigue-zague até a base.  

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Curupira

5° VIIa

Começa à direita da Embaúbas, subindo em uma laca que tem uma pedra apoiada em cima. Segue em diagonal pra esquerda, tem o crux muito bem protegido e sugerimos a P1 (26m) em um ponto com boa visibilidade. 

No esticão seguinte a Curupira cruza a via Embaúbas (veja os croquis) e o 3° esticão começa com outro lance difícil. Termina no final da Embaúbas. Não tem proteções móveis. 

    

Conquistada em março de 2019 com o Momô, por sugestão dele.

O rapel é mais reto que em algumas outras vias dali, mas nem todos os pontos de rapel são duplos. Veja e leve os croquis.

O acesso começa na rua Senador Simonsen 121 (Jardim Botânico), cruza o rio cabeça e segue por um trecho da transcarioca.  Depois sai dessa trilha, cruza o rio cabeça pela 2a vez, passa por baixo da base da Sapo Cururú, seguindo uma trilha antiga em horizontal pra direita. Fitas zebradas marcam o ponto pra subir, em leve zigue-zague até a base.  

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Nutella

3° IV

Nas aderências do Sumaré, Jardim Botânico, a grande escola de aderência do Rio.

Fica à esquerda da Ladeirão, no canto esquerdo da parede. Boa pro inverno, pois é face sul.

Veja o croqui.

O acesso agora é pela trilha transcarioca, perto dos primatas. A entrada da trilha é pela rua Senador Simonsen 121.

Conquistada em 2018 com João Paulo Ferreira, do CEC.

A proposta da via é ser mais bem protegida que a média da parede, estimulando quem está começando a guiar aderência.  Ainda deverá receber umas 4 intermediações.

Toda protegida por chapeletas Bonier, com as paradas duplicadas por grampos de aço 1020. Há rapéis em 1 proteção só, então fica a opção de levar 2 cordas.

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Rapadura é doce mas não é mole não

6° VI+ 150m

Nas aderências do Sumaré, Jardim Botânico, a grande escola de aderência do Rio.

Começa pela antiga via Vale das Piranhas, à direita da Solitude. Veja o croqui.

O acesso agora é pela trilha da cachoeira dos Primatas (transcarioca).

Conquistada em 2004 com Guilherme Fonseca e Manuel Pimenta.

A via deve estar precisando de uma escovada.

Clique na imagem para ver fotos e vídeos. Tem um de queda.

Caso não funcione:  https://vimeo.com/184189861

Entrelinhas

D2 5° V+ E2

Na Face NO do Morro da Reunião, Correas. À direira da via Alcides Costa. 

Conquistada com Arthur Esteves, do Abrigo Cumes, em 2 investidas, no inverno de 2018. 

São 3 esticões longos e 2 curtos, em 220 metros.

Via bem bonita, variada e bem protegida. O 3° esticão (do Arthur) é o crux e o trecho mais bonito da via, passando pelas churreiras, com agarras. O 4° esticão, conquistado por mim, é quase todo em aderência. O esticão final, curto, foi feito pelo Arthur e termina ao encontrar o mato. 

A via tem 2 PinGos nas paradas, mas não nos pontos de rapel. Então, alguns podem preferir usar corda dupla.

Levar: 1 ou 2 cordas de 60 metros, camalots 0,5 e 3, outros opcionais, fitas longas.

Toda protegida por chapeletas PinGo e parabolts Walsywa de inox 304.

Veja fotos da conquista e croquí clicando na imagem.

Veja também outras vias nesta mesma face: Stairway to Heaven e Limbo. 

Limbo

D1 4° V E2/E3

Na Face NO do Morro da Reunião, Petrópolis, a caminho do Alcobaça. 

Conquistada com Arthur Esteves em 1 dia do Carnaval 2018.

À direita da Stairway to Heaven, a Limbo sai do chão por uma laca de poucos metros e segue pra direita por uns buracos rasos com agarras, até a 1a parada (30 metros). Depois segue em aderência pura, em leve diagonal pra esquerda, se aproximando da Stairway. Os 2 lances longos são mais fáceis que a média da via. Termina na penúltima proteção da Stairway, via recomendada pro rapel. No fim do esticão, a parada é dupla. 

É uma via bonita, um pouco mais difícil e comprometida que a SW2H. É possível escalar as duas em uma manhã, evitando o sol.

Levar: 1 corda de 60 metros, nut BD 7 ou similar, fitas.

Toda protegida por chapeletas e parabolts inox 304.

Veja fotos da conquista, croquí e mapa clicando na imagem.

Stairway to Heaven

3° IV+

Na Face NO do Morro da Reunião, no Bonfim, Petrópolis. A poucos km do Abrigo Cumes.

Uma via bem natural e fácil, que segue por uma escadaria natural de quase 100 metros em diagonal pra direita. 

Conquistada em outubro de 2017, após a oficina de conquista no Abrigo Cumes, com sócios do CEC: Antônio Sant´anna, Marcello Gomide e Bruna Chaves.

Protegida por chapeletas PinGo, 1 simPles e 2 grampos.

Levar: 1 corda de 60 metros, camalots 0,3 ao 2 (opcionais) para poucos lances, fitas.

Veja fotos e croqui clicando na imagem.

Beginners

IV esportiva

Na pedreira do Morro do Pavão, logo acima do Abrigo Cumes, em Petrópolis.

Até o momento é a via mais fácil da pedreira, que fica na sombra à tarde.

Conquistada em 07/10/2017, durante a oficina de conquista no Abrigo Cumes, com sócios do CEC: Renata Jiamelaro e Rodrigo Anda.

Protegida por 6 chapeletas PinGo (inox 304) da Bonier, com parabolts Walsywa de 3/8 x 7cm de inox 304.

Blasfêmia

5° VIsup A0/VIIb

A Blasfêmia fica na parede de aderência à esquerda do primeiro cabo de aço do acesso ao Dedo de Deus. Assim, são cerca de 40 minutos até a base. Via de aderência, com 3 esticões, com um crux em cada. 

Conquistada com Leonardo W. de Azevedo na virada de 2016 pra 2017.

Veja o croqui junto com as fotos.

Levar 1 corda de 60 metros, camalots 0,5 e 0,4, stopper 7, fitas.

Rapel pela via, já que ela não se conectou à trilha que vai pra Teixeira.

Tem paradas duplas em grampos (P1 e P2), para guiar.

Cravos da Cruz de Cristo

D2 4° V A0/VIIa

Fica na "palma da mão" de Deus. Cerca de 30 minutos de caminhada até a base, começando pela trilha para o Dedo de Nossa Senhora. Via de aderência, com um treco de oposição e agarras. 

Conquistada com Leonardo W. de Azevedo em 2017. 

Levar 1 corda de 60 metros, camalots 0,5 ao 1, fitas.

Protegida com chapeletas PinGo inox com parabolts inox 304 de 3/8 x 7cm

Tem paradas duplas de pinGo para guiar, e chapeleta "duPla" para rapel. Veja o croqui.

Rapel com 1 corda de 60m, ou com 2 se você preferir.

Após o fim da via, há quem siga "escalaminhando" pela floresta até a base dos cabos de aço. Nós não fomos.

Aperitivo

5° VI 500m

A mais curta da face sudeste do Escalavrado, com 500 metros. Foi conquistada em 2006 com Jayme Prestes e Cadu Spencer, como projeto do meu curso de guias do CEC.

Vale levar camalot 0,75 e 1. A via é quase reta, toda rapelável com 1 corda de 60m.

Linha bem natural, mais bonita que da Infinita. Mas a exposição é mais comprometida.

Intinita Highway

5° VI+ A0 (VIIb)

Foi a primeira grande via na face sudeste do Escalavrado. Com 700 metros, na época da conquista (1997) foi a maior aderência do Brasil.  

A via não é difícil ou exposta, mas exige resistência e vontade de completar.

O 1° esticão é uma prévia da via, dá trabalho. Da P1 à P5 vale escalar em simultâneo, em 1 esticão. Isso inclui trechos de 2°, 3° e 4° grau, com lances mais esticados.

Depois vêm horizontais, lances de 6°, de A0, trechos sujos...

O 10° esticão começa sem grampo visível. Mas basta subir reto, à direita da faixa de mato, que o grampo está no topo.  A segunda metade da via é mais difícil, mas também é mais limpa e bonita.

O 13° eu considero o crux, provavelmente devido ao cansaço. Começa numa parede de textura diferente, camada mais interna da rocha, sob uma grande laca que se soltou. É preciso ir pra esquerda em agarras (regletes de pé) até uma aresta rasa (borda da laca que caiu). A aresta é útil pra pés e mãos (6° grau), depois vem um A0/7b e uns lances de 5° já na textura original do Escalavrado.

O 14° mantém um 5° VI, só que você está mais cansado. É bem protegido, com 10 grampos.

15° esticão: descanso, 4°V. Tem um grampo mal posicionado, embaixo de uma bromélia, que merece fita longa. Pouco acima, a via passa bem perto de uma faixa de mato que às vezes cresce e atrapalha.

O 16° esticão é reto e de 4° grau. Dá a certeza de que a via está acabando e a inclinação diminuindo. E que se você chegou até aqui, completará a via.

Mas o esticão final guarda surpresas. Mais lances de 6° ou 6°sup pra testar sua resistência. Depois a parede finalmente deita e a via termina pra direita. Tem um grampo no platô de mato. O prêmio é evitar mais de 30 rapéis.

Xenólitos Perdidos do Imenso Monolito

7° VIIa E3 800m

Conquistada em 2003, com Patrícia Duffles e Guilherme Fonseca, em 5 investidas de 3 dias.

Uma linha linda. Natural, apesar de bem exigente.

Levar camalots do 0,75 ao 3.

Rapel possível com 2 cordas. Veja no croqui o trecho de rapel fora da via, aos 100 metros.

Atenção: as diagonais impossibilitam o rapel com a rocha molhada.

Como tem tido poucas repetições, alguns trechos precisam ser escovados.

A entrada da trilha fica em uma curva da rodovia, abaixo da trilha pra Infinita.

Variante Cabeça de Batata

4° E2 70m

Conquistada em 2003, com Patrícia Duffles, esta variante leva da via Xenólitos à via Abuso.

Uma horizontal fácil, com 6 grampos, que permite chegar à P8 do Abuso e à floresta de bivaque.

Veja o croqui, pois um rapel é necessário no meio da via.

 

Abuso

7° A2+ 900m

Esta é a via mais longa e trabalhosa deste lado do Escalavrado. Sobe reto, em artificial de furos de cliff, pela face sul (ligeiramente negativa) por quase 6 esticões. Depois passa por dentro de uma floresta boa pra acampar, e continua com mais centenas de metros de aderência, com lances que chegam ao 7° grau. No final, não pudemos evitar outro artificial de furos de cliff, bem mais curto.

Foi conquistada em 2000 e 2001 por Michel Cipolatti, Alexandre e Leo Siqueira e por mim.

Até onde sei, não houve repetição dela completa.

Uma forma de chegar à metade mais alta da via é escalar parte da Xenólitos Perdidos e entrar na variante Cabeça de Batata.

Via toda rapelável com 1 corda de 60m.

Veja algumas fotos da conquista, clicando na imagem.

Fusão Parcial

4° VII 200m

Pedra de Santa Bárbara, em Sapucaia - RJ.

Conquistada com Patrícia Duffles, Pedro Aragão e Paulo Marcelo em 2004.

Na BR 393, vindo do Rio, passar Sapucaia e entrar à direita na placa "balneário 3 quedas".

Passar o balneário, virar à direita na escola e seguir mais 1 km.

​​

Mais informações no croqui.

Clique na imagem para ver fotos.

24 horas

4° V+ 240m

Pedra de Santa Bárbara, em Sapucaia - RJ.

Conquistada com Jayme Prestes em agosto de 2005

A conquista veio de uma viagem frustrada a Águia Branca - ES. Após 12 horas de viagem, choveu sem parar por 2 dias. Sendo impossível escalar, decidimos voltar pro estado do Rio e salvar o resto do feriado. Mais 12 horas ao volante... Daí o nome.

Na BR 393, vindo do Rio, passar Sapucaia e entrar à direita na placa "balneário 3 quedas".

Passar o balneário, virar à direita na escola e seguir mais 1 km.

Levar: jogo de nuts, camalots até o n°3.

Diaperó Acrobático

VIIc esportiva

Em Paraty - RJ.

Equipada em top rope com Pedro Aragão e Enésio Galosse, em 2005.

Não soube de repetições, para confirmar o grau.

O bloco de pedra fica na beira da rodovia, e é facilmente visto por quem está chegando do Rio a Paraty.

É possível parar o carro ao lado do bloco, numa pista de terra. 

Via toda grampeada, para guiar.

É possível também subir pelo lado menos íngreme do bloco para montar top rope.

Lobo em Pele de Cordeiro

4° E2 110m

Em Andradas - MG.

Conquistada com Cadu Spencer, em 2005.

Primeira repetição: Filippo Croso e Jacaré, conquistadores de diversas vias da região.

Levar 1 jogo de camalots. Mais informações no croqui.

A via fica na Pedra dos Lobos, daí o nome. Proteção mista, com camalots e grampos de Petrópolis.

O ideal é conhecer o pessoal do Abrigo do Pantano e pedir todas as informações sobre a região.

Excelentes vias na Pedra do Boi, do Elefante e do Pantano.

O Chamado

5° VIIa A2 300m

Em Águia Branca - ES.

Conquistada com Cadu Spencer, Pedro Aragão, Adrian Giassone e Flávio Daflon em 2006 e 2007.

Apoio: Jayme Prestes e Manuel Pimenta.

Levar 1 jogo de camalots. Mais informações no croqui.

A montanha não tem nome, como tantas desse porte no Espítito Santo. Chamamos então de pedra do abraço. Ela é vista de algumas ruas do centro da cidade, fica no córrego Santa Cruz, a caminho da Pedra da Boneca.

Após parar o carro em frente à chaminé, atravessar um cafezal, cruzar um estreito rio seco e começar a subir costões, sempre de olho na fenda certa (da esquerda). Ver fotos.

A via vai ao cume, de onde se desce caminhando pela esquerda (bati grampos nos trechos mais íngremes). Mas também há grampos pra rapelar pela via (que não foram batidos para costurar guiando).

Na maior parte do ano, o sol só entra nessa profunda chaminé por uma hora, no meio do dia, o que em Águia Branca dá um conforto e tanto.

Mais sobre a região em  http://www.ace-es.org.br/scripts/croquiteca.asp

Antipasto

4° V 330m

Em Águia Branca - ES.

Conquistada com Daniel Bonella, Adrian Giassone, Jayme Prestes e Manuel Pimenta em 2005 e 2006.

Mais informações no croqui.

A pedra Torta é bem conhecida na região, e uma das primeiras que você verá à beira da rodovia quando chegar a Águia Branca. Tem um lado negativo. 

Toda protegida por grampos (são 20), a via é simples de escalar e rapelar, mas tem lances longos. 

A trilha é curta, entrando pelas terras do sr. Ângelo, e pode ser escalada em uma tarde, na sombra.

 

Mais sobre a região em  http://www.ace-es.org.br/scripts/croquiteca.asp

5° VI 650m

Em Águia Branca - ES.

Conquistada com Daniel Bonella, Adrian Giassone, e Flávio Daflon em 2005 e 2007.

Apoio: Jayme Prestes e Manuel Pimenta.

Veja o croqui do Flávio Daflon, em PDF.

Começamos a conquista Adrian, Daniel e eu, entrando alto, subindo pelo mato. 

Daniel conquistou os lances mais difíceis. Era a primeira vez dele em Águia Branca, estava empolgado. A parede é interessante pela quantidade de buracos rasos (que chamávamos de copos), onde se encaixam bem os pés, mas não as mãos. A pedra é bem abrasiva, por isso de boa aderência, e cheia de macambiras (que lembram folhas de abacaxi). Uma beleza bruta, que inspirou o nome.

O trecho baixo da via (à direita do mato) conquistei com o Jayme Prestes e o Guto em outras investidas, aumentando a via em 5 esticões. Tudo lá é muito grande.


A finalização da conquista contou com a habilidade do Daflon, em abril de 2007. Ele guiou os lances longos do Daniel e seguiu conquistando até o final da rocha. 

Entrada da trilha pelas terras da Luzia. 

Mais sobre a região em  http://www.ace-es.org.br/scripts/croquiteca.asp

Café com boi

3° IV 600m

Em Águia Branca - ES.

Conquistada com Patrícia Duffles e Alexandre Charão em 2004.

Mais informações no croqui.

A pedra da Jabuticaba é um dos "4 fantásticos", apelidados pelo André Ilha. Fica 8km ao sul de Águia Branca, pela ES 080. Clique na imagem para ver fotos.

O acesso passa pelas terras da família Breda. A via é longa e fácil, podendo ser escalada rapidamente em simultâneo. Ao final é possível chegar ao cume, varando mato (eu não fiz questão).  Descida por rapel.

Para saber mais sobre a região, visite o site http://www.ace-es.org.br/scripts/croquiteca.asp

Ovos na Chapa

D2 4° V+ E2 250m

Na face norte do morro Dona Marta, Cosme Velho.

Conquistada com Mohamed Salah em 2019, a linha passa à esquerda da Unisex e Unicec. Sua base é mais baixa. 

Tem algumas proteções móveis e os esticões se alternam entre curtos (30m) e longos (até 60m). 

Encontramos grampos antigos em 2 pontos: no platô da P3 e acima da P5. Provavelmente algum projeto do Maurício Mota.

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Roland Garros

D1 3° V E2 150m

Na face norte do morro Dona Marta, Cosme Velho.

Conquistada com Camilla, Eduardo Neves e Ani em 2019, fica à esquerda da Ovos e passa bem perto de uma via antiga, sem nome. Começa por um diedro muito fácil, protegido em móveis, com 35 metros. Depois segue em aderência por mais 2 esticões. Depois é possível chegar na Ovos e aproveitar o crux dela.

O rapel pela via é possível e tem paradas duplas. Mas ao rapelar da P1 é preciso ir pra direita, andar por costões (1° ou 2° grau) e fazer mais 2 rapéis em grampos únicos, terminando na base da Ovos na Chapa.

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Fissura Esquecida

3° VI 30m

Na face norte do morro Dona Marta, Cosme Velho.

Fica entre a base do Paredão Ney e da Feios, Sujos e Malvados. Começa por uma fissura bem fina, onde entram nuts pequenos.

Conquistada em autossegurança no dia 13/6/19, e finalizada duplicando a parada com o Rafael Braga.

O crux é sair do chão, depois vai ficando cada vez mais fácil.  

Nuts do 1 ao 4 são úteis.

Clique na imagem para ver fotos e croqui.

Escadaria

5° VII 30m

Na face norte do morro Dona Marta, Cosme Velho.

Fica à esquerda da fissura esquecida, à direita do Paredão Ney. O crux fica entre a 2a e a 3a chapeleta.  Termina usando o final da fissura esquecida.

Conquistada em junho de 2019 com Eduardo Neves.

Clique na imagem para ver fotos.

A Perseguida

V+ E1 20m.

Esportiva na face norte do morro Dona Marta, À direita das vias Chaparral e outras.

Levar camalots 3 ou 4 e 0,3.

Protegida por grampos e 2 colocações de camalots, termina na Chaparral.

Conquistada com Leonardo Azevedo em janeiro de 2016 e guiada no mesmo dia pelo Raoni Chavarry.

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O bom, o mau e o feio

5°VIIa E1 140m.

Face norte do morro Dona Marta. São 4 esticões curtos com paradas duplas. Levar camalots 1 e 0,5.

A base fica lá no alto, entre as vias Contos Inacabados e Por um Fio.

Acesso: subir 2 costões de 30m cada (com grampos), acima da trilha.

Conquistada com Raoni Chavarry e Leonardo Azevedo em março de 2016.

20 Anos Depois

4° V+ E1/E2 120m

Na face leste / sudeste do morro Dona Marta, em Laranjeiras.

Conquista começada em 1999 com Thiago Antonelli e Cláudio J.J. Bustamante. A linha cruzava o diedro, tentando um lance difícil, que acabou ficando em A0.  Em 2003 continuei com Patrícia Duffles, seguindo em aderência acima do A0 (1 investida).

Em 2017 fui uma vez com o Leo Azevedo, quando decidimos mudar a linha da via, seguindo pelo diedro em móvel até o fim, antes de subir. Só terminei em 2019, com Rafael Braga, Eduardo Neves e Ani, do CEC.

A via ficou com o crux no 1° esticão, P1 em móvel e umas 2 peças no início do 2° esticão. Paradas duplas pra rapel, P2 com 40 metros e P3 com 25m.

Parede suja, vale levar escova.

A base fica no canto esquerdo da face. Depois da via dos PMs.

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Nitroglicerina

4° IV E2 200m

Na face sudeste do morro Dona Marta, em Laranjeiras.

Conquistada em 1998 com Guilherme Fonseca, o Piu-Piu. 

Tem algumas proteções móveis, especialmente no 1° e 2° esticão. Em 2017 adicionei grampos onde as colocações não eram confiáveis, e em alguns lances longos sem proteção.

Leitura interessante, vale uma escalada. Levar 1 jogo de stoppers e os camalots do 0,4 ao 2. 

O croqui novo considera corda de 60 metros.

A trilha começa no final da rua Couto Fernandes. Virar à direita. Outras vias neste setor: variante La Mancha, La Niña, o Segredo do Abismo

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La Mancha (variante)

4° VI E2 170m

Na face sudeste do morro Dona Marta, em Laranjeiras.

É variante da Nitroglicerina, conquistada em 1998 com Guilherme Fonseca. 

Começa à esquerda da Nitro, sobre um platô de mato. Após 2 grampos, cruza a Nitro para a direita, seguindo pela (antes nítida) mancha vertical amarelada da parede.  Termina na Nitro, pouco antes do final dela.

A trilha começa no final da rua Couto Fernandes. Virar à direita. Outras vias neste setor: Nitroglicerina, La Niña, o Segredo do Abismo.

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O Segredo do Abismo

4° V+ E2 240m

Na face sudeste do morro Dona Marta, em Laranjeiras.

A via começa por uma fissura frontal bem estreita (cam 0,3 ou stoppers pequenos), depois segue a laca na borda do "anfiteatro" (antiga pedreira) até o final. O segundo esticão tem um veio de cristais, depois segue em aderência até o final da parede. 

Conquistada em 1999 com Alexandre e Leo Siqueira. 

Tem grampos de 1/2 polegada comuns nos pontos de rapel, e uns menores (1/2 com olhau de 1/4) protegendo os lances. Para a laca, levar camalots do 0,5 ao 3. Na conquista batemos um grampo em um platô no meio da laca. Depois ele foi quebrado em 2003, mas fixei um novo em 2017.  Uma escova de aço pode ser útil.

A trilha começa no final da rua Couto Fernandes. Virar à direita.

Outras vias neste setor: Nitroglicerina, La Mancha, La Niña.

Trivial Variado

4° VI

Na face sul do morro Dona Marta, em Botafogo.

Conquistada em 2015 com Leonardo W. de Azevedo, na sua estréia em conquistas.

Apesar de ser quase toda em aderência, é uma via bem variada, com cristais, lacas e "escadarias" de abaulados.

O crux é a continuação de um lance de oposição, onde entra um camalot     n°1.

A trilha de acesso começa em um terreno baldio no alto da rua Alfredo Chaves, onde é preciso pular um portão de ferro, de pedestres.

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Presente de Grego

5° VIIa

Na face sul do morro Dona Marta, em Botafogo. Entre a Cabeção e a Trivial Variado.

Conquistada em 2015 com Leandro Arantes, na sua estréia em conquistas.

Via de aderência com 2 lances mais difíceis. Um de 5° sup e um de talvez VIIa à vista.

A trilha de acesso começa em um terreno baldio no alto da rua Alfredo Chaves, onde é preciso pular um portão de ferro, de pedestres.

Faltam fotos...

1° de Abril

5° VII

Na face sul do morro Dona Marta, em Botafogo.

Conquista iniciada em 2000 com Pedro Aragão e terminada em 2012 com Guilherme Fonseca.

A via começa em aderência, mas logo segue por uma laca sólida, protegida por camalots pequenos e médios (a partir do 0,3), que facilita a localização da via.

​O crux, no final do 2° esticão, é em um diedro cego, com regletes, protegido por grampos bem próximos. Depois seguem os lances de aderência, nem sempre triviais.

A trilha de acesso começa em um terreno baldio no alto da rua Alfredo Chaves, onde é preciso pular um portão de ferro, de pedestres. A base fica entre o início da Ossos do Ofício e da Trivial Variado, e a linha cruza com a da Ossos na base do diedro cego do crux.

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Ômi com H

4° IV+. Conquistada com Marcos Dias e Paulo Guerra

Via na face nordeste do morro dos Cabritos, em Copacabana. à direita da Chaminé Cinquentenário.

4 esticões curtos, em agarras e agarrência. Tem paradas duplas, e vai ao cume do Cabritos.

No croqui tem a indicação da trilha, que começa após subir toda a escadaria no início da Rua Santa Clara.

6°VII. Conquistada em 2005 com Adrian Giassone e Pedro Aragão.

No Contraforte do Corcovado, setor das vias longas.

Uma bela linha, toda conquistada em livre. Muita aderência, mas tem também o domínio de um diedro no 2° esticão, e alguns lances de agarras.

Vejam no Vimeo o vídeo da conquista:

https://vimeo.com/168497614

Lua de Fel

6°VIIb. Conquistada em 2008 com Guilherme Fonseca e Pedro Aragão.

No Contraforte do Corcovado, começando pela Invasões Bárbaras.

A via começa por baixo do diedro da Invasões, colocando proteções móveis nele mas escalando aderência.

O esticão mais difícil é o segundo, mas o último também tem um lance de equilíbrio bem interessante.

Clique na foto para ver o vídeo da conquista.

Carne Trêmula

6°VI+. Conquistada em 2009 com Luis Hashimura.

No Contraforte do Corcovado, a base é acessada após escalar uma enviada e meia da Invasões Bárbaras, e caminhar uns 30 metros para a direita.

Via exigente de aderência, com uns poucos lances de agarras.

Faz jus ao nome.

Planeta dos Macacos

3°IV+ 115m

A via mais fácil desse setor, e mais protegida que a vizinha (também fácil) Discreto Charme da Burguesia.

Conquistada com Isabel Machline no final do seu curso básico. Fica entre a Discreto Charme e a Terra do sem Fim.

O primeiro lance do 2° esticão era mais longo porque na conquista foi usado um stopper (nut) para proteger. Mas sabendo que ninguém leva a peça móvel para proteger o lance, resolvi fixar um grampo em 2016. Também dupliquei a primeira parada.